julho 19th, 2010 — Sem categoria
Prof Ramiro Gonçalez
Sabemos que o jornalismo tradicional não acabou, apenas firmou-se como fonte de informações e ampliou sua credibilidade, tornando-se a referência em informações. Nossas análises confirmam que nossas melhores formas de comunicação online estão subordinadas ao conteúdo das mídias tradicionais.
O que não parece estar resolvido é o modelo de negócios que irá sustentar o jornalismo investigativo e a produção de conteúdo qualificado. Nossos estudos apontam para uma hipótese central: o conteúdo de qualidade deverá ser pago pelo usuário. Isso é uma forma de manter a independência e a isenção de quem produz (Um autor ou gerador de conteúdo pode ter um viés para quem financia sua produção).
No debate organizado pelos professores da FEA USP no último dia 17 de junho, fizemos questão em trazer o fundador da revista Piauí – João Moreira Salles. Trata-se de um ideólogo do jornalismo investigativo (ou jornalismo literário). De modo objetivo e simples defendeu a importância do tema, mas deixou claro que não tem soluções de negócios para o assunto.
Para tentar jogar alguma luz, tento abaixo construir um esboço de proposta para remuneração do jornalismo investigativo.
Os princípios para geração de recursos e direito autoral sobre conteúdo seriam:
1) O usuário é o principal financiador do conteúdo: isso é garantia de um processo isento e como diz o Prof Grisi expurga os grupos de interesse;
2) O conteúdo fica disponível para cópia 72 h depois de publicado: Este é o ponto mais polêmico desta proposta. Acompanho atentamente os estudos do Prof. Matuck (ECA USP) sobre direito autoral e virtual e vejo a dificuldade em se controlar a reprodução do conteúdo. O conceito básico é o mesmo de uma mídia impressa, depois de comprado o conteúdo pode ser emprestado. (exemplo: revistas num consultório médico);
3) Ao utilizar um conteúdo é obrigatória a indicação da fonte: parece-me razoável que os créditos autorais sejam devidamente indicados;
4) O conteúdo deve ser disponibilizado na íntegra: Outro ponto polêmico. A ideia neste conceito é que o autor produziu uma obra indivisível e ao copiá-la, reduzi-la ou editá-la, pode-se adulterar o conteúdo produzido.
São apenas propostas que estarão em nosso livro “Mídias e Negócios” e apresentados em primeira mão aqui no blog.
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junho 30th, 2010 — Sem categoria
Por Marco Roza
A pesquisa “O Consumo Popular e as marcas”, que se apresenta como “Construindo confiança para gerar valor” e que surgiu da parceria entre o Ibope Inteligência e a Troiano teve como uma de suas principais conclusões que as marcas, quase na sua totalidade, ainda buscam alternativas para conquistar a confiança do novo consumidor.
Consulte os detalhes em (http://brandinsights.com.br/pagina/29) e verá que “das 64 marcas pesquisadas, apenas 3% estabeleceram relação duradoura e sustentável com o consumidor de baixa renda, ou seja, mais de 95% ainda estão buscando alternativas para conquistar a confiança desse novo consumidor.”
O estudo foi uma iniciativa do Grupo Meio & Mensagem e teve os resultados apresentados no evento MaxiMídia 2008. A análise contou com um amplo trabalho de campo, com 3.003 entrevistas e 20 vivências etnográficas.
Pois bem. As informações estão lá, claras, desde as primeiras conclusões da pesquisa, que focou 4 mercados específicos: Cerveja, Fast Food, Financeiro e Telecom. E analisa a relação dos consumidores com o produto, a distribuição, o preço, o atendimento, a comunicação e a marca.
Diante de um quadro tão drástico, os analistas da própria pesquisa criaram uma variável que chamam de “Espaço de Realização”, que deve ser interposta entre a realidade nua e crua que confirma o abandono de 95% das marcas e uma suposta expectativa de realização futura que seria complementada por este tal “Espaço de Realização” dos consumidores.
Lorota, do tipo, conte outra.
O que acontece se tivermos a ousadia de nos prendermos aos fatos que a pesquisa extrai é que 95% das marcas perderam o fio da meada e não sabem, ainda, se comunicar com estes novos consumidores, que consumirão, em 2010, cerca de 750 bilhões de reais.
São pessoas acostumadas com a vida dura há muitos anos. E que além da dificuldade de ganhar seu dinheirinho tiveram ainda que enfrentar o abandono, o tratamento frio, indiferente e até mesmo preconceituoso nas escolas, nos hospitais, na sociedade e, agora, nas lojas e nos shoppings.
Mas são homens e mulheres, jovens e idosos, famílias inteiras que emergem dos cortiços, favelas, bairros periféricos e que chegam agora com seus reais estáveis e que precisam ser levados a sério se alguns setores do mercado têm a intenção de aproveitar a nova onda e expandir seus negócios.
Mas como chegar até seus corações, mentes e, principalmente, bolsos? Propaganda em massa funciona, mas qual é a parte do investimento que retorna? Talvez apenas os 4% constatados pela pesquisa Ibope Inteligência/Troiano.
Mais do que propaganda unilateral, conceitual e elitista esse povão consumidor quer interação, quer ser mobilizado. Pois depois de ter sido abandonado à própria sorte por tanto tempo não entende mais o que lhes propõe os anúncios que vê na televisão ou ouve nas rádios. O abandono que impõem às marcas não é, portanto, intencional. Nem se prende a uma suposto e fantasioso “Espaço de Realização”. Simplesmente não entendem e muito menos se emocionam as mensagens que lhes chegam.
Porque suas referências são apoiadas em vivências sociais nos bairros distantes e nas comunidades que os remetem aos Estados de origem e nas atividades culturais e religiosas. Foram nestes ambientes que eles e elas se reproduziram social, cultural e economicamente ao longo de décadas.
E hoje têm enormes dificuldades em entender mensagens unilaterais propostas por marcas e fabricantes que nunca interagiram com suas vivências sociais, sustentadas, sempre, pela família, igreja, vizinhança, time da várzea, longas viagens de trem, metrô e de ônibus, escola dos filhos, aniversários em família etc.
Se quisermos aproveitar as novas oportunidades e ocupar nestes corações, mentes e bolsos o lugar que poderia ser reservado em confiança de 95% das marcas, é a hora de buscar novas maneiras de mobilizar este povão, através de interação constante a partir dos seus locais de vivências sociais para ampliar as chances de participar desta tendência que é absoluta.
E mobilizá-los requer perceber, em profundidade, o que os emociona. Pois a emoção é a linguagem universal que transcende origens sociais, culturais e econômicas.
Porque são consumidores que chegam para ficar. E que vão respeitar quem os entende, a ponto de emocioná-los. E além disso, estamos falando de um consumo anual de R$ 750 bilhões.
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Marco Roza é diretor da Agencia Consumidor Popular.
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junho 18th, 2010 — Sem categoria
Por Allan Kardec Ribeiro Filho
A ascensão e fortalecimento das classes sociais C, D e E, que atualmente representam mais de 80% da força de consumo de alimentos no mercado brasileiro, obrigam ou pelo menos indicam sem erro a direção a ser seguida, no sentido de desenvolver ou adequar produtos e estratégias focadas para as camadas mais simples e representativas da população. Dentro dessa visão, deverão ser trabalhados produtos que possibilitem a este público o acesso a itens industrializados que ainda não faz parte de sua cesta de compras, sem grandes diferenciais qualitativos que possam proporcionar sua aceitação com preços que se adequem aos “novos bolsos”.
Porém, deve-se entender que nem todos os produtos terão possibilidade de ser consumidos na mesma intensidade e em todas as praças do território nacional. O que deverá acontecer no curto prazo é um período de experimentação e adaptação desses novos produtos na culinária do brasileiro. Devemos lembrar que muitos produtos passaram de consumo regional para consumo nacional, como por exemplo: cereais e vegetais em conserva; extrato de tomate; molhos refogados; maionese; sucos de frutas naturais e com leite de soja; temperos desidratados; vegetais, pizzas e sobremesas congelados, azeite de oliva extra virgem, etc, etc
Não basta, portanto, aproveitar esta oportunidade investindo em uma simples troca de embalagem, alteração da gramatura de acondicionamento ou alterações que não focam as reais necessidades desses novos consumidores. O que precisa sem dúvida é desenvolver produtos que atendam as necessidades do dia-a-dia, facilitando o preparo das refeições, com preços adequados. Sem dúvida o momento é agora e havendo o esforço conjunto entre fabricantes e distribuidores, ousando e arriscando, com certeza todos sairão ganhando.
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junho 8th, 2010 — Sem categoria
Por Carlos Roberto Lacerda – Diretor Interhunter
Será que a comunicação instantânea e pessoal por MSN, blogs, facebook, torpedos, etc. está desviando nossos funcionários de suas atividades diárias? Ou será que essa comunicação evita custos de telefone ou saídas de expediente e dá mais agilidade ao trabalho, além de qualidade de vida? Como manter o equilíbrio entre a boa comunicação e a boa gestão do tempo?
Estamos vivendo grandes mudanças no sistema de comunicação e a cada dia que passa cresce o número de novos sites de relacionamento. A Internet muda a relação entre as pessoas também no mundo corporativo. As pessoas estão no geral mais “conectadas”, seja por meio de computadores ou telefones celulares.
Hoje, boa parte das empresas ainda libera aos seus funcionários e colaboradores o uso irrestrito dos sites de comunicação instantânea, na chamada rede social. É comum os funcionários, ao chegarem a suas mesas de trabalho, ligarem seus micros e abrirem o MSN para comunicar aos amigos (as) e a todos os cadastrados em sua lista de contatos, que ele está online e que está disponível para um bate-papo, contando e querendo saber o que aconteceu no dia anterior.
Sem querer cercear a liberdade de ação e de expressão, entendemos que o uso indiscriminado dessa comunicação instantânea traz riscos à administração do tempo e das responsabilidades do funcionário. É por “falta de tempo” que, quando chegam ao final do dia, muitas tarefas são deixadas para o dia seguinte.
Mas é falta de tempo ou má gestão do tempo?
Temos conversado com dirigentes de empresas e funcionários tentando buscar um critério que permita a utilização desses aplicativos, mas isso não é fácil, visto que não existe uniformidade nos quadros de colaboradores conscientes das suas obrigações e com a responsabilidade do ”saber usar e quando usar”.
Certamente a utilização exagerada dessa mídia instantânea é inadequada para o horário de trabalho. Além do tempo perdido, essa “distração” pode levar o funcionário a cometer erros no trabalho. Essa desatenção é gerada pela preocupação com a resposta à próxima pergunta nesses bate-papos virtuais. Imagine o que isso pode causar na rotina de quem trabalha com contas a pagar, receber, cálculos precisos de um projeto, etc.?
Regulamento interno
O ideal é que empresas que liberam essas ferramentas em seus computadores, porque os trabalhos dos usuários são de pesquisas e consultas, regulamentem o uso da rede ou que instalem os chamados comunicadores corporativos ou “messenger corporativo”, ferramenta que não permite aos usuários a adição de novos comunicadores a sua lista de contatos.
Outro sistema preventivo é a instalação de programas que monitoram os computadores, como, por exemplo, Spy Master RK ou MSN Spymax, entre outros. É importante que esse procedimento seja comunicado a todos os funcionários e que tudo que for digitado será logado e gerará relatórios para posterior análise. Esse programa de monitoramento poderá ser instalado após a análise dos departamentos jurídicos, pois poderão gerar ações baseadas na “invasão de privacidade”. Por isso, é recomendado o uso de regras claras de condutas internas (regulamento) com informações bem específicas sobre esse tema.
Para as empresas/funções que precisam da internet apenas esporadicamente, sugerimos um terminal coletivo para consultas, fora das respectivas mesas de trabalho. Os usuários contumazes desses sites se sentirão constrangidos em utilizar esta mesa por muito tempo, como também ocorre com o telefone celular. Neste caso, também é possível regulamentar o acesso aos terminais (períodos) e sites.
Sabemos que ferramentas como o MSN agilizam o dia a dia e podem ser muito úteis para transmitir com rapidez dados e informações, mesmo no mundo corporativo. Contudo, sem regras claras o mundo novo da Internet reserva perigos e problemas que devem ser combatidos na origem. Usar essas ferramentas de comunicação instantânea com profissionalismo é a melhor opção.
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maio 18th, 2010 — Sem categoria
Por Ricardo Dorés
O consumidor brasileiro se mostrou menos otimista, pelo segundo mês consecutivo (março/ abril) de acordo com o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec), divulgado no início de maio, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Trata-se da segunda queda consecutiva. Os maiores recuos ocorreram com as variáveis que medem as expectativas dos consumidores, em relação à situação financeira e o nível de endividamento, que registraram uma retração de 5,2% e 4,6%, respectivamente.
São em momentos como este que surgem as grandes oportunidades de crescimento no mercado, sejam eles para os fabricantes ou empresas do setor varejista.
Você já parou para pensar no que sua empresa se diferencia das demais no mercado? E o prezado leitor, ao ler este artigo, sorri e poderá responder mentalmente que o que diferencia alguém no mercado é o preço!
Pois é, “Em terra de cego quem tem um olho é rei, e quem tem dois olhos vende mais!” E aqui vai uma observação: a frase é uma metáfora, nada contra as pessoas com deficiências visuais.
Repare que, as grandes marcas e aquelas que vendem mais na quase totalidade, não são as que têm os menores preços e sim se diferenciam de alguma forma no mercado, seja por produtos, logística, atendimento, ponto de venda diferenciado, inovação e uma série de outros pontos que aqui poderíamos citar.
Conhecer as percepções de seus clientes sobre seus produtos e serviços é vital para o sucesso de uma organização. Mais importante que saber se os clientes estão satisfeitos é entender quais os pontos-chave necessários para gerar fidelidade e conquistar mercado. Por intermédio de Pesquisas de Satisfação e Fidelidade do Cliente, é possível mensurar o que os clientes pensam, como sentem e como agem sobre os processos, produtos e serviços da sua empresa e dos principais concorrentes.
O resultado final deve identificar e consolidar sua própria vantagem competitiva sustentável e renovável, frente ao mercado e apresentar as informações necessárias para a identificação de oportunidades de melhoria e para a elaboração de um plano de ação coerente e de fácil execução, para vender mais sem sacrificar as margens de lucros.
Agora responda as seguintes perguntas:
Como é o “TODO” vivenciado pelo seu cliente ao fazer negócios com sua empresa?
Você está voltado para seu cliente externo?
Como você diagnostica a satisfação, fidelidade e compromisso do seu cliente?
O que faz seu cliente ficar com você e não mudar de fornecedor?
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Ricardo Dorés
Com formação acadêmica em Direito e especialização em Marketing, ocupou no mercado as posições de Diretor de Unidades de Negócios, Gerente de Unidade de Negócio, Gerente Nacional de Vendas, Gerente de Desenvolvimento de Mercado, Gerente de Treinamento de Vendas, Supervisor de Vendas, em empresas multinacionais e nacionais de grande porte, tais como: 3M, Pfizer, Glaxo, IMB, Itaú Seguros, dentre outras. É, há 10 anos, consultor empresarial e palestrante. É sócio-diretor da SalesResults | Soluções para Mercados Competitivos. www.salesresults.com.br contato ricardo@salesresults.com.br
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maio 7th, 2010 — Sem categoria
Por Paulo Ávila
Frequentemente falamos nas páginas de Giro News sobre a importância do Gerente de Trade Marketing dedicar uma parte do seu tempo para visitar lojas, estar em campo, onde acontece a decisão de compra, para tentar entender um pouco mais da lógica do consumidor e melhorar o posicionamento mercadológico de seus produtos. Agora chegou a vez de perguntar a mesma coisa para o supermercadista: – Você tem visitado lojas? E a sua loja? Você tem saído da sua sala para ver o que acontece dentro da sua empresa?
O olhar crítico para a disposição dos produtos, serviços e comportamento das pessoas, sejam elas colaboradores ou consumidores, fica a cada visita mais aguçado, então, a recomendação continua sendo a visita constante ao ponto de venda; o do concorrente e o seu também. Dentro dessa visão, quero usar este espaço, para falar sobre algumas posturas que observo sistematicamente em lojas de pequeno e grande porte, cada uma com seu tipo de problema recorrente.
Na hora de treinar o colaborador é preciso deixar bem claro que o foco da empresa, bem como o de cada colaborador individualmente, é satisfazer o cliente e preparar a loja para que a experiência de compra seja a melhor possível.
Nas pequenas lojas de bairro, o primeiro erro é o de não definir um mix bem customizado para a região e perfil de consumo de quem se abastece na loja. É importante trabalhar com as marcas e produtos de maior procura sem, no entanto, deixar de oferecer alternativas ao consumidor. Por vezes, para liberar um pouco de espaço no estoque o repositor abarrota as gôndolas. O ato dificulta a compra, já que o cliente precisa estar munido de uma chave de fenda para literalmente arrancar determinados produtos da gôndola, correndo o risco de derrubar três para pegar um.
Ainda na loja pequena, as reposições são feitas durante o dia e muitas vezes o repositor espalha carrinhos de transporte e caixas de um modo que o cliente não consegue alcançar os produtos na gôndola. Isso tudo tem uma raiz comum; o repositor simplesmente não foi orientado para satisfazer o cliente, mas sim para a eficiência na tarefa de reposição. Sem a visão holística de sua importante função dentro da loja, muitas vezes ele nem enxerga o cliente.
Já em lojas maiores, é frequente a indústria gastar uma boa verba de marketing para colocar uma ilha de produtos em locais estratégicos. Estratégicos é claro, na lógica de quem vende e de quem compra o espaço na loja, quase nunca na lógica do consumidor. É frequente ver uma ilha gigante de molhos de tomate logo na entrada da loja, próximo da seção de bebidas, totalmente desconectada de massas e afins. Impressiona e intimida, porém duvido que alguém, além de quem comprou o espaço, compre o produto somente por conta desse tipo de exposição.
Na época da Páscoa, montam-se as parreiras de ovos, lindas, lotadinhas, que acabam escurecendo toda a seção de refrigerados onde geralmente são expostos a fim de garantir que não derretam sob o calor dos trópicos. Em outras palavras, para caprichar na exposição dos ovos de chocolate, se sacrifica esse espaço que chega a causar má impressão ao cliente pela falta de luz. Ainda assim, consideremos que a parreira fique lindíssima; será que o cliente terá vontade de pegar um produto de lá e estragar toda aquela bela arrumação? Parece mais uma vez que o erro é o foco na tarefa.
Pois bem senhores gestores, fica dado o toque, na hora de treinar seus funcionários não esqueça de orientar: o foco é no cliente!!!
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Paulo Ávila, gerente administrativo de vendas da Editora Supergiro. Bacharel em administração de empresas.
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abril 15th, 2010 — Sem categoria
Por Allan Kardec Ribeiro Filho
Os movimentos econômicos realizados ao longo dos últimos anos, baseados nos milhares de reais injetados no mercado através dos programas de distribuição de renda, aliados com o controle da inflação, com a queda das taxas de juros e a maior oferta de crédito, resultaram no afloramento de uma promissora classe de consumidores ou seja a “Nova Classe D”.
Até pouco mais de cinco anos, a hoje emergente classe “D” se resumia a alguns poucos milhares de pessoas, de baixo nível de consumo em função da baixa taxa de remuneração de suas atividades. Situação bem diferente dos atuais mais de 22 milhões de famílias estimadas e alocadas nessa classe.
O IPEA, em suas ultimas publicações atesta que desde o ano de 2001, a desigualdade de renda vem diminuindo, que 2005 até a presente data, mais de 2,3 milhões de pessoas subiram de classe social.
Outro fato relevante é que o conjunto das classes “D” + “E”, cresceu algo próximo de 21% em relação ao mesmo período de 2009, enquanto as classes “A” e “B” cresceram 14% e a classe “C” 17%, respectivamente.
Há de se considerar também que as classes mais baixas: “D” e “E” não só consumiram mais em quantidade, como também sofisticaram de certo modo o conteúdo dos produtos de consumo, com a introdução de: sucos em caixinhas individuais, refrigerantes com maior qualidade, cremes hidratantes, requeijão e até alguns tipos de congelados. Em pleno processo evolutivo os integrantes dessas classes alimentam novos sonhos de consumo como: motocicleta, automóvel, computador domiciliar, aparelho de telefone celular mais incrementado, eletroeletrônicos diversos, etc.
Estamos comentando e destacando um novo filão de consumo, composto pelos integrantes da “Nova Classe D”, que representa num contingente de 22 milhões de famílias, que passaram a consumir produtos com maior valor unitário para desembolso e não necessariamente de maior valor agregado.
Todo esse comentário está sendo feito de forma didática, para alertar tanto a industria como o comercio num todo, da importância do momento que se afigura. Não podemos perder o “bonde da história”. O mercado se mostra propicio ao lançamento e a comercialização de novos itens de produtos, práticos, sem sofisticação, com qualidade e com preços atrativos na medida “do bolso” desse novo contingente de consumidores. Sim uma nova força que não pode ser ignorada e que com certeza irá aquecer ainda mais os negócios. Vale a pena apostar.
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abril 5th, 2010 — Sem categoria
Por Marcos Morita
A associação entre Insinuante e Ricardo Eletro, ocorrida na semana passada, cria mais um gigante nas linhas branca e marrom. O novo grupo será uma pedra no sapato de Abílio Diniz, presente em regiões ainda pouco exploradas pelo conglomerado paulista. O movimento estratégico era algo esperado, num setor em que a concentração tem se tornado regra.
Os próximos capítulos serão lugar comum. Compartilhamento de depósitos, frotas de caminhões, agências de publicidade e sistemas, consolidação de lojas próximas, redesenho organizacional. Tudo em prol da economia de escopo. Em linhas gerais, mais trabalho e responsabilidade para quem continua – pelo mesmo salário.
Em paralelo, compradores pressionarão fornecedores de produtos e serviços por menores preços e melhores condições comerciais. Maiores e mais poderosos, utilizarão o poder de barganha proporcionado por sua escala como instrumento de negociação. Não estar presente nas gôndolas destas corporações é algo impensável, por pior que sejam as condições.
Um ponto ainda pouco discutido se refere à revolução que estes megavarejistas têm causado aos canais de distribuição. O modelo aprendido em sala de aula e constante dos livros didáticos: fabricante » atacadista » varejista » consumidor final, têm sido cada vez mais subvertido através de estratégias híbridas para atender o mercado.
Na abordagem convencional era o fabricante quem ditava as regras e políticas comerciais. O poder estava à jusante da cadeia. Grandes fabricantes vendiam para médios atacadistas que vendiam para pequenos comerciantes a montante. Ainda presente em alguns setores, inexiste no varejo brasileiro, o qual tem replicado o modelo criado por Sam Walton, fundador do Walmart.
Com a divisão do poder a jusante e a montante, os atacadistas, distribuidores e revendedores foram pressionados a reduzir seu campo de atuação. Mercados concentrados tornaram possível aos fabricantes pular um passo na cadeia, vendendo diretamente aos exigentes clientes a montante, única forma de preservar suas margens.
Empreendedores têm mudado o foco de suas atividades do comércio para a prestação de serviços. Com maior poder de barganha e capital de giro, os grandes varejistas oferecem preços e prazos de pagamento inexequíveis a pequena e a média empresa.
Apesar das ameaças, o novo cenário traz algumas oportunidades aos empresários que souberem construir e explorar parcerias.
Diversos produtos comercializados nestas redes necessitam de instalação, manutenção e assistência técnica, prestados em geral por empresas locais de pequeno e médio porte. As vendas online por sua vez ampliaram ainda mais as fronteiras de Abílio e Ricardo. Para entregar dentro do prazo, item fundamental nesta modalidade, necessitam de parceiros logísticos com experiência e conhecimento em distribuição.
O mercado é crescente e promissor. Coloque na mesma cesta o poder de compra da nova classe média, a concentração no varejo, o comércio online e os novos lançamentos dos fabricantes. Apesar de magoado por não ter sido convidado para o jantar, chegar para a sobremesa não é assim tão ruim. Como tudo na vida, o importante é ser flexível e ter jogo de cintura.
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Marcos Morita é mestre em Administração de Empresas e professor da Universidade Mackenzie. Especialista em estratégias empresariais, é colunista, palestrante e consultor de negócios. Há mais de quinze anos atua como executivo em empresas multinacionais.
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março 25th, 2010 — Sem categoria
Por Alexandre Silva
Muito se fala sobre o crescimento do mercado de Food Service no Brasil e no mundo, eu mesmo já mencionei em meus artigos alguns números que refletem este crescimento, e a tendência é que continue neste ritmo para os próximos anos, principalmente no Brasil
Quando as empresas de alimentos lêem ou escutam notícias sobre Food Service a primeira coisa que elas pensam é que também posso pegar carona nesta onda. Acredito que podem e devem pegar esta onda, pois é um mercado muito promissor.
Algo que nunca comentei em meus textos e nunca li nada a respeito é sobre como entrar neste mercado, que exige alguns investimentos:
* Pessoas dedicadas (Vendas, Marketing e Trade Mkt)
* Treinamentos;
* Produtos Específicos;
* Embalagens Específicas;
* P&L próprio;
* Logística dedicada.
Talvez você possa estar se perguntando: Então para entrar no mercado de alimentação fora do lar são necessários todos estes pontos mencionados acima? Eu respondo: Este seria o mundo ideal, porém se a empresa tiver um ou mais destes pontos já é possível dar um primeiro passo.
Em minha opinião, ter uma equipe de vendas dedicada é imprescindível, não vejo como atender o mercado Food Service com equipe de vendas compartilhada, pois o “approach” ao cliente é totalmente diferente.
Sabemos também que o mercado de Food Service não é um mercado de embalagens e sim um mercado de solução ao operador, porém, se a empresa sempre atuou no varejo, é bem provável que nem todos os produtos e embalagens de seu portfólio sejam adequados a este mercado.
Então, antes de pegar esta onda, é necessário que a empresa tenha em mente que para não ficar apenas na superficialidade deste instigante mercado, são necessários alguns investimentos, os quais nunca são divulgados junto com as cifras de crescimento e tendência de Food Service. Pense nisto!
Abs,
Alexandre Silva – Gerente Nacional de Food Service / Novos Negócios da Pepsico – http://gravatasolta.com.br
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fevereiro 25th, 2010 — Sem categoria
Por Paulo Goelzer
Algumas lojas fazem um bom trabalho com as toneladas de papelão e plástico que geram, mas é importante salientar que novas alternativas estão surgindo para o desperdício biodegradável, como, por exemplo, carne, frango e banha que eram vendidos tradicionalmente a companhias de comida animal, agora podem ser vendidos para companhias de biocombustiveis.
Em outro campo de gerenciamento de desperdício, varejistas estão também descobrindo que o consumo de água pode ser reduzido, com a utilização de esguichos de mangueira que utilizam 48% menos água que as convencionais.
Embalagens também podem ser designadas a causa “verde”, como exemplificados pelo caso das embalagens redondas de leite que foram substituídas pelas quadradas permitindo que no lugar de 210 embalagens fossem armazenadas 224. Do mesmo modo, alguns varejistas, por exemplo, vão vender apenas produtos concentrados na categoria lavanderia liquida, otimizando o transporte, armazenagem, diminuindo o uso de plástico e papelão usados na embalagem.
Educação e qualidade na área de gerenciamento de desperdício também se tornaram importantes para o consumidor. A rede Tesco, por exemplo, anunciou sua intenção de colocar rótulos em uma quantidade de produtos informando a quantidade de CO2 (Dióxido de carbono) despejados na atmosfera no processo de fabricação e distribuição.
O futuro do gerenciamento de energia.
É importante também começar a considerar a adoção de fontes alternativas de energia. As duas maiores fontes usadas hoje pelos varejistas são; solar e do vento. De acordo com Kim Bowker, autor do artigo “ O guia dos iniciantes na geração de energia solar e eólica”, os sistemas elétricos solares levam de 12 a 20 anos para recuperar o investimento dependendo da localização e voltagens elétricas de sua região. Sistemas de energia eólica levam de 8 a 12 anos, dependendo de sua localização.
Enquanto estas medidas demandam um investimento substancial, mais e mais estados tem um agressivo programa de rebates e crédito de impostos a indivíduos e negócios para ajudar o custo inicial do sistema. Esses rebates podem chegar a 50 ou 60% do custo do sistema, dependendo do estado.
Estes incentivos – complementados com a vontade de fazer a coisa certa – estão levando varejistas a estabelecer metas para o aumento do uso da energia de fontes alternativas.
Quaisquer que sejam as metas que você adote, é importante entender que mudanças sistemáticas em eficiência energética e gerenciamento de desperdício, não podem ter sucesso sem pessoas envolvidas, além da promoção de uma mudança cultural dentro de sua loja.
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Paulo Goelzer é Presidente do Instituto Coca-Cola e Vice-Presidente Internacional da IGA (Independent Grocers Alliance) Internacional.
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