Por Paulo Goelzer
Algumas lojas fazem um bom trabalho com as toneladas de papelão e plástico que geram, mas é importante salientar que novas alternativas estão surgindo para o desperdício biodegradável, como, por exemplo, carne, frango e banha que eram vendidos tradicionalmente a companhias de comida animal, agora podem ser vendidos para companhias de biocombustiveis.
Em outro campo de gerenciamento de desperdício, varejistas estão também descobrindo que o consumo de água pode ser reduzido, com a utilização de esguichos de mangueira que utilizam 48% menos água que as convencionais.
Embalagens também podem ser designadas a causa “verde”, como exemplificados pelo caso das embalagens redondas de leite que foram substituídas pelas quadradas permitindo que no lugar de 210 embalagens fossem armazenadas 224. Do mesmo modo, alguns varejistas, por exemplo, vão vender apenas produtos concentrados na categoria lavanderia liquida, otimizando o transporte, armazenagem, diminuindo o uso de plástico e papelão usados na embalagem.
Educação e qualidade na área de gerenciamento de desperdício também se tornaram importantes para o consumidor. A rede Tesco, por exemplo, anunciou sua intenção de colocar rótulos em uma quantidade de produtos informando a quantidade de CO2 (Dióxido de carbono) despejados na atmosfera no processo de fabricação e distribuição.
O futuro do gerenciamento de energia.
É importante também começar a considerar a adoção de fontes alternativas de energia. As duas maiores fontes usadas hoje pelos varejistas são; solar e do vento. De acordo com Kim Bowker, autor do artigo “ O guia dos iniciantes na geração de energia solar e eólica”, os sistemas elétricos solares levam de 12 a 20 anos para recuperar o investimento dependendo da localização e voltagens elétricas de sua região. Sistemas de energia eólica levam de 8 a 12 anos, dependendo de sua localização.
Enquanto estas medidas demandam um investimento substancial, mais e mais estados tem um agressivo programa de rebates e crédito de impostos a indivíduos e negócios para ajudar o custo inicial do sistema. Esses rebates podem chegar a 50 ou 60% do custo do sistema, dependendo do estado.
Estes incentivos – complementados com a vontade de fazer a coisa certa – estão levando varejistas a estabelecer metas para o aumento do uso da energia de fontes alternativas.
Quaisquer que sejam as metas que você adote, é importante entender que mudanças sistemáticas em eficiência energética e gerenciamento de desperdício, não podem ter sucesso sem pessoas envolvidas, além da promoção de uma mudança cultural dentro de sua loja.
—
Paulo Goelzer é Presidente do Instituto Coca-Cola e Vice-Presidente Internacional da IGA (Independent Grocers Alliance) Internacional.


0 comentários ↓
Sem comentários.
Deixe um comentário