Por Allan Kardec Ribeiro Filho
A ascensão e fortalecimento das classes sociais C, D e E, que atualmente representam mais de 80% da força de consumo de alimentos no mercado brasileiro, obrigam ou pelo menos indicam sem erro a direção a ser seguida, no sentido de desenvolver ou adequar produtos e estratégias focadas para as camadas mais simples e representativas da população. Dentro dessa visão, deverão ser trabalhados produtos que possibilitem a este público o acesso a itens industrializados que ainda não faz parte de sua cesta de compras, sem grandes diferenciais qualitativos que possam proporcionar sua aceitação com preços que se adequem aos “novos bolsos”.
Porém, deve-se entender que nem todos os produtos terão possibilidade de ser consumidos na mesma intensidade e em todas as praças do território nacional. O que deverá acontecer no curto prazo é um período de experimentação e adaptação desses novos produtos na culinária do brasileiro. Devemos lembrar que muitos produtos passaram de consumo regional para consumo nacional, como por exemplo: cereais e vegetais em conserva; extrato de tomate; molhos refogados; maionese; sucos de frutas naturais e com leite de soja; temperos desidratados; vegetais, pizzas e sobremesas congelados, azeite de oliva extra virgem, etc, etc
Não basta, portanto, aproveitar esta oportunidade investindo em uma simples troca de embalagem, alteração da gramatura de acondicionamento ou alterações que não focam as reais necessidades desses novos consumidores. O que precisa sem dúvida é desenvolver produtos que atendam as necessidades do dia-a-dia, facilitando o preparo das refeições, com preços adequados. Sem dúvida o momento é agora e havendo o esforço conjunto entre fabricantes e distribuidores, ousando e arriscando, com certeza todos sairão ganhando.


2 comentários ↓
Caro Allan, Boa Noite
Muito Bons os seus dois artigos publicados.
Concordo plenamente com todos os pontos abordados e muito bem elucidados por você, cuja competência e conhecimento sobre assunto é bastante expressiva.
Tive o prazer de tê-lo como colega de trabalho. Alguns pontos abordados é a dura realidade e porque não dizer a grande dificuldade em fazer as pessoas que decidem nas empresas compreenderem da importância que é desenvolver produtos específicos e não simplesmente mudar a embalagem. Além do que os consumidores das classes C, D e E estão muito mais exigentes que outrora, mesmo porque muitas marcas e produtos novos passaram a fazer parte do nixo de produtos expostos nas gondulas dos supermercados quer seja de rede ou pequenos e medios varejistas.
Parabéns Allan por tão brilhantes matérias.
Adilson Paulo Fernandes
Outro artigo interessante e de grande valia para o consumidor. Gosto muito dos seus artigos Allan. Parabéns!
Carol
Mark-in Marketing Integrado
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