O aparente sucesso do formato atacarejo suscita-nos pensar em algumas incoerências que a operação sugere. Estive recentemente em uma loja tradicional no ramo de atacado de autosserviço que se dobrou à onda do atacarejo.
As alterações no formato original são aparentemente pequenas, mas podem afetar de maneira irreversível um formato consolidado que é o cash-and-carry.
Se este formato não vem gerando os resultados necessários, o problema está localizado aí e não no formato em si. As empresas devem focar no problema, investigá-lo profundamente e não lançarem-se em uma aventura migrando de formato apenas por uma questão de moda.
Um problema é matéria-prima para o desenvolvimento científico e pode gerar revoluções nos formatos existentes. A tentativa e erro levam as empresas a sérios prejuízos e, aqui no Brasil, sempre nos espelhamos em fórmulas prontas ao invés de inovarmos.
O atacarejo é uma inovação às avessas, pois não sabemos se, como modelo de negócio, é realmente sólido e rentável ou se o é por outros fatores. A proposta é focar no cliente, entender suas mudanças e evoluir no cash-and-carry e não destruí-lo.


1 comentário ↓
Pastore,
É absolutamente pertinente o levantamento desta reflexão.
Deixe um comentário