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"Black Fraude" - A Tradução

- 26/11/2012

A versão brasileira da Black Friday provou que nem tudo que é importado é bem traduzido. Enquanto milhões de norte-americanos, criadores da data promocional, invadiram as lojas, milhares brasileiros invadiram sites de protestos e redes sociais para reclamar de contestáveis promoções criadas pelo varejo local. Tanta reclamação causou notificação do Procon-SP a sete grandes redes e a organizadora do Black Friday bloqueou 500 ofertas “infladas”.


A versão brasileira da Black Friday provou que nem tudo que é importado é bem traduzido. Enquanto milhões de norte-americanos, criadores da data promocional, invadiram as lojas, milhares brasileiros invadiram sites de protestos e redes sociais para reclamar de contestáveis promoções criadas pelo varejo local. Tanta reclamação causou notificação do Procon-SP a sete grandes redes e a organizadora do Black Friday bloqueou 500 ofertas “infladas”.

Denunciadas Pelo Procon-SP

As irregularidades foram praticadas pelas lojas virtuais de Ponto Frio, Submarino, Americanas.com, Wal-Mart, Saraiva e Fast Shop. Já o Extra foi notificado por lojas física e virtual. Apesar da promessa de descontos - alguns chegam a 90% - muitas empresas aumentaram os preços antes, para depois baixar, mascarando o Black Friday. O Procon-SP deu prazo até a próxima sexta-feira, 30, para as empresas se manifestarem. O órgão também pediu ao organizador do Black Friday explicações sobre problemas observados pelos consumidores ao acessar alguns links de ofertas e sites de lojas.

Posicionamento das Acusadas

O Portal Giro News contatou as redes envolvidas. A assessoria de imprensa do Extra e Ponto Frio informou que não houve qualquer manipulação de valores. A do Walmart informou que até o momento a rede não foi formalmente notificada pelo Procon-SP, assim como a Saraiva, que se defendeu dizendo que não recebeu nenhuma reclamação de consumidores na central de relacionamento com o cliente nesse sentido. Fast Shop e B2W (dona da Americanas e Submarino) também negaram irregularidades e afirmaram que entregarão a documentação que comprova os descontos no prazo determinado pelo Procon-SP.

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