Mobile Payments: Uma Realidade Projetada Para 2014

O ano de 2013 tem sido um divisor de águas para o crescimento do mercado de mobile payments (pagamentos móveis). Além do surgimento de novas empresas, tecnologias e a adesão dos bancos e operados de cartão, o governo federal se posicionou e estabeleceu iniciativas para que essa modalidade de pagamento decole à partir de 2014. Na última semana, por exemplo, o CMN (Conselho Monetário Nacional) aprovou uma regulamentação que abre caminho para que bancos e instituições não financeiras possam oferecer o pagamento móvel.
O ano de 2013 tem sido um divisor de águas para o crescimento do mercado de mobile payments (pagamentos móveis). Além do surgimento de novas empresas, tecnologias e a adesão dos bancos e operados de cartão, o governo federal se posicionou e estabeleceu iniciativas para que essa modalidade de pagamento decole à partir de 2014. Na última semana, por exemplo, o CMN (Conselho Monetário Nacional) aprovou uma regulamentação que abre caminho para que bancos e instituições não financeiras possam oferecer o pagamento móvel.
O ponto central dessa regulamentação é a criação de uma espécie de conta corrente virtual, vinculada à linha de telefone dos clientes, na qual será possível depositar, sacar, transferir e pagar contas. O objetivo do governo é aproveitar a alta penetração dos smartphones no país para fazer do mobile payments um atrativo e incluir milhares de pessoas de baixa renda no sistema financeiro.
“No Brasil, pesquisarecente do Instituto Data Popular constatou que 39,5% dos brasileiros não têm conta corrente em banco. Estamos falando de 55 milhões de adultos não-bancarizados, que movimentam 665 bilhões de reais por ano. Este valor é equivalente ao PIB da Colômbia em 2013”, endossa Eduardo Neubern, diretor de produtos mobile da MasterCard, em entrevista ao Portal Giro News.
O governo federal leva tão a sério o assunto que o plano é que além de transferir recursos para terceiros e pagar contas, o sistema evolua e permita, no futuro, que as pessoas possam receber seus benefícios, como o próprio Bolsa Família, através do celular.