Sociedade com Rede Fluminense Acelera Expansão
Mart Minas Avista Negócios Fora de MG


Texto: Bruna Soares
Com 51 lojas em Minas
Gerais, a rede de cash & carry Mart Minas optou pelo modelo de sociedade
para dar uma nova frente de atuação ao seu negócio. A partir de uma fatia de
50% recém-adquirida no Dom Atacadista, o objetivo é contribuir com aporte de
capital e know-how para a expansão da rede, que opera oito unidades no Rio de
Janeiro, concentradas na capital e Região Metropolitana. "Temos um plano de
seis novas lojas para 2022 e mais dez para o próximo ano. Em maio, acontecerá a
primeira inauguração do ano, na Região dos Lagos", antecipa Filipe Martins, Diretor
Comercial e Marketing do Mart Minas, em entrevista exclusiva ao Jornal Giro
News. "Escolhemos o Rio de Janeiro por ser o estado que tem a menor
participação de cash & carry do Brasil."
Operações Seguem Distintas
Lançado em 2019, o Dom
Atacadista faturou R$ 1,2 bilhão em 2021 e, neste ano, deve crescer 50%. O
intuito é levar a rede para todo o estado do Rio de Janeiro, incluindo o
interior. "Identificamos uma oportunidade com o Dom pelos padrões parecidos de
loja, de 5.500 metros, e operação, com entrega da indústria para loja a loja,
reduzindo o custo operacional", explica Filipe. Desta forma, ambas as redes
seguirão em suas praças de atuação, sem planos de mudanças ou conversões de
bandeiras. "O Mart Minas continua em Minas Gerais. Mantemos o plano de 10 lojas
para este ano, nos fortalecendo em cidades onde já estamos, como Montes Claros,
Uberaba e Uberlândia, e entrando em novas praças, como Caratinga."
Crescimento do Cash &
Carry
Até 2025, a meta do Mart
Minas é chegar a 75 unidades. Neste ano, a rede completa 22 anos, com presença
em todas as regiões do estado mineiro. "Ainda não temos planos para entrar em
outros estados. Vamos focar no Rio de Janeiro. Com o Dom, a meta é fazer em
cinco anos o que fizemos em 20 anos em Minas Gerais", destaca o diretor. A
empresa projeta um crescimento de 20% para 2021, alicerçada pelo cenário de
desenvolvimento do formato de cash & carry. No entanto, futuramente, pode
ser que as circunstâncias sejam diferentes. "O que vai acontecer com o cash
& carry em até cinco anos é o que já ocorreu com o super e o hiper. Talvez,
ele deixará de crescer duplo dígito e vai para um crescimento mais parecido com
o do mercado e do consumo", conclui Filipe.
