Pular para o conteúdo
Imagem em destaque

Híbrido e Inteligente: O Que Esperar do Varejo no Futuro

*PorSandra Maura

Nada do que foi será, de novo, do jeito que já foi um dia. Mais do que um dos mais conhecidos versos da música brasileira, este bem que poderia ser o resumo doque é ovarejobrasileiro, desde o início da pandemia de coronavírus.Se vocêtemdúvida, basta ver o tanto de novidades que vimosflorescernestes últimos tempos para facilitar nossas compras: pick-up store, drive-thru, delivery para quase todos os segmentos e por aí vai.Maseagora, com a vacinação avançando e as restrições de mobilidade diminuindo? O que podemos esperar para as lojas do futuro?

De imediato, é possível dizerquea escalada digital continuará acelerandoe que o uso de tecnologia seguirá sendo fundamental para o desenvolvimento do mercado (e a conquista dos clientes). Com a tecnologia cada vez mais presente na vida das pessoas, é de se esperar que as vendas sejam impactadas diretamente pelo que acontece no ambiente on-line (incluindo redes sociais, avanço de mecanismos de comunicação e muito mais), assim como não há dúvidas de que a aplicação de inovações tecnológicas é essencial para ajudar a tornar os negócios mais rentáveis, inteligentes e adaptáveis.


Por outro lado, isso não quer dizerqueo comércio físicodeixará de serrelevantee que o foco deve ser apenas o digital.Ao contrário. De acordo comestudosda NRF (NationalRetailFederation),federação que representa o varejo nos Estados Unidos,a expectativa é que80% das comprasno mercado norte-americanocontinuarão sendo feitas em lojas físicas no pós-pandemia.Podemos dizer algo semelhante sobre o Brasil -dados de uma pesquisa da E-bit indica, por exemplo,indicaque pouco mais de 10% do total movimento pelo setor varejista em 2020 foi feito efetivamente de forma on-line.


Ou seja: o futuro não é apenas on-line e nem apenas físico (ou como era antes). Está claroque estamos caminhando para um cenário híbrido, em que esses dois lados deverão coexistir nos planejamentos estratégicos do Varejo. Com a integração cada vez mais funcional entre os ambientes digitais e físicos, as vendas serão resultado de uma grande e contínua conversa ? que pode começar nas lojas e migrar para o app ou site e vice-versa.Não por acaso, segundouma recente pesquisa da Mastercard, cerca de 90% dos consumidoresadmitem quecomeçam suas compras com pesquisas e checagens na Internet, antes de ir a um comércio físico.


Estamos falando da construção de um modelophygital, com o desenvolvimento de uma jornada que compreenda a experiência dos usuários em todos os canais disponíveis(da gôndola aoChatbotno site). Temos de entender que a pandemia acelerou a demanda por soluções ágeis e práticas, independentemente se elas estão em códigos de uma aplicação ou em processos. O melhor dos mundos, porém, é combinar a inovação tecnológica justamente para oferecer atendimentos encantadores, personalizados e que estimulem o engajamento.


Podemos pensar, nesse caso, no uso de ferramentas de mensageria inteligente que sejam capazes de conectaraslojas e centrais de atendimento com as demandas dos consumidores. Ou, ainda, em sistemas baseados em Inteligência Artificial quepermitam combinar aanálise dosestoquesehistórico de compras paraentregaruma lista deofertaspensadas em acordo com as exigências e desejos dos clientes mais fiéis do negócio.


Estamos em um momento de reinvenção, e a crise do coronavírus certamente pode servir como a fagulha que precisávamos para incluir as novidades da TI dentro das lojas e magazines dos mais diversos tipos.


A digitalização dos processos e a venda on-line seguramente foi vital para a manutenção (e sobrevivência) de milhares de comércios pelo mundo afora, durante as restrições de mobilidade global. De acordo com o estudo promovido pela Mastercard, por exemplo,o comércio eletrônicointernacional cresceu de 25 a 30% no volume de vendas ena parcela referente aosgastos dos consumidores.Por outro lado, é importante deixar claro que essa jornada não pode parar por aqui ? é preciso seguir evoluindo.


A resposta para o varejo (como posicionamento diante das novas necessidades demonstradas pelos consumidores e como forma de se proteger em relação a novas ameaças como as trazidas pela pandemia) deve ser investir em um modelo híbrido, unindo o on-line e o físico para aprimorar as ações deCustomerExperience e para potencializar a gestão das lojas, evitando desperdícios e riscos.


Precisamos pensar em um cenário híbrido e inteligente. Esse parece ser o caminho mais indicado para a transformação que se avizinha. Aopromover uma estratégiaomnichannelverdadeiramente integrada, os lojistas terão a chance de elevar a previsibilidade de suas vendas, diminuir os custos e melhorar a comunicação com os consumidores. Mais uma vez, porém, é preciso deixar claro: essa não é uma demanda apenas para o cenário de retomada; é fundamental que investir em inovação (tecnológica e de gestão) seja um compromisso dos empreendedores.Sem dúvida, a jornada digital dos clientes será determinante para o sucesso dos resultados do varejo.

*Sandra Maura é CEO da TOPMIND

20/10/2021

Compartilhar

Notícias em destaque