Alimentos e Bebidas Apontam Solidez no Crescimento
Muito Além da Pandemia


Texto: Larissa Varjão
Com a continuidade das
compras online, mesmo após a reabertura do comércio, o e-commerce teve seu
crescimento puxado pela venda de alimentos e bebidas em 2021. A categoria
registrou um salto de 107% no volume de pedidos, na comparação com 2020, segundo
dados da 45ª edição do Webshoppers, relatório sobre o comércio eletrônico
brasileiro elaborado pela NielsenIQ. A busca por essa categoria acontece,
principalmente, pelas redes sociais e digitando o nome da loja. Com aumento de
25% em valor, o setor de alimentos teve alta de 116,2% no número de pedidos,
enquanto as bebidas registraram avanço de 36,5% em valor e 90,5% em pedidos. A
categoria abrange produtos como vinho, cerveja, café, complemento alimentar,
chocolate em barra, chá, whisky, leite e doces.
Análise Regional
Mesmo o Norte sendo a
região menos representativa para o e-commerce, o setor de alimentos e bebidas
cresceu 30% na região no último ano. Já o Sudeste é a região que mais contribui
para o crescimento do e-commerce no país, com 58%. A categoria Bebês e Cia foi
a segunda principal responsável pelo avanço do canal, com alta de 34% no volume
de pedidos, seguida por Construção e Ferramentas (31%), e Informática (24%). O
número de shoppers que buscam delivery aumentou nos últimos seis meses. Do total,
35% compraram em plataformas de supermercado e 37% em farmácias. O motivo pela
preferência pelo app se dá por não precisarem sair de casa - razão apontada por
69% dos entrevistados.
Crescimento de 27%
Após um ano de pandemia, o
desempenho do e-commerce continuou ganhando força em 2021. O faturamento foi de
R$ 146,3 bilhões para R$ 182,7 bilhões, crescimento de 27%. O maior desempenho
se concentrou entre janeiro e abril de 2021, enquanto houve desaceleração de
maio a setembro. Os dispositivos móveis intensificaram a presença no comércio
eletrônico no ano passado, totalizando 59% de todos os pedidos. Ao todo, foram
registrados 87,7 milhões de consumidores online, com 12,9 milhões de novos
usuários - contra 13,1 milhões de novos adeptos no ano anterior. A retração de
novos usuários, assim como o aumento no número de pedidos, reflete o
amadurecimento no universo online. Para este ano, a expectativa é que haja
crescimento novamente.
